Vamos imaginar você em uma festa onde seu marido trabalha, você é
apresentada a muitas pessoas novas e, de um modo geral, acha a festa ótima. Mas
na volta para casa tem a desconfortável sensação de ter feito papel de boba.
Pergunta a seu marido se falou demais, se contou anedotas demais ou foi
inconveniente com a mulher do chefe dele. Insiste que ele responda com
fraqueza, e seu marido garante que, ao contrário, você se portou de modo
encantador e com muita desenvoltura. Mas você tem tanta certeza assim.
A primeira impressão é como um filtro. Veja como os outros formam uma
imagem a seu respeito:
Ø
As
pessoas recebem informações iniciais – observam a linguagem do seu corpo, o
que você diz e como reage.
Ø
Baseadas nessas informações formam uma impressão e definem quem você é e
como esperam que você se comporte no futuro.
Ø
Então, enxergam
você através desse filtro. Todos gostam de achar que sabem avaliar o
caráter dos outros e pensam: “Desde a primeira vez que o vi, tive certeza de
que ele era...” Buscam informações coerentes com sua primeira impressão e
sequer procuram, e às vezes até ignoram, traços de comportamento revelados
depois que não se encaixam na opinião que fizeram de você no primeiro momento.
Existem formas simples de examinar as diferentes emoções envolvidas nas
primeiras impressões. Uma breve relação pode afetar:
Ø
Como você se sente.
Ø
O que você acha da outra pessoa.
Ø
O que a outra pessoa acha você.
Ø
Como a outra pessoa se sente.
O desejo das pessoas varia muito, mas existem algumas dádivas sociais
indispensáveis que são universais. São elas:
Ø
Apreciação
– todos gostam de se sentir
apreciados e aprovados. Você demonstra apreciação quando mostra que compreende
e respeita o outro por suas qualidades.
Ø
Contato
– tem a ver com laços, ligações, algo que
você tem em comum com a outra pessoa. Pode ser um amigo comum, interesses
comuns ou experiências semelhantes. E pode também se estabelecer quando
simplesmente mostramos ou revelamos que temos a mesma atitude ou o mesmo ponto
de vista sobre algo, como ao dizer “também acho” ou “Eu também adorei aquele
filme”. Em essência, é o mesmo que dizer “Sou como você”. As pessoas gostam
porque se sentem compreendidas e entrosadas no ambiente.
Ø
Animação
– É natural às pessoas quererem ficar de
bom humor, rir e se sentirem animadas – e elas são atraídas por aqueles que as
fazem sentir-se assim. Você não precisa representar ou fingir. Há muitas
maneiras de melhorar o ânimo das pessoas, tais como sorrir, dizer coisas
simpáticas, distrair ou divertir o outro e direcionar sua atenção para os
elementos positivos ou humorísticos de uma situação.
Ø
Esclarecimento
– Somos todos curiosos. Gostamos de
aprender coisas novas, de saber de novidades – fatos interessantes, idéias e
perspectivas, até de trivialidades. Proporcionar esclarecimentos faz de você uma pessoa estimulante e
agradável de se ter por perto. A informação não precisa ser sobre alguma obra
erudita que você esteja lendo nem sobre política internacional – basta falar
sobre um filme que acabou de ver ou um artigo que leu em uma revista.